Na noite de terça-feira, dia 02 de dezembro, em cerimônia realizada em Antigua (Guatemala), foi divulgada a lista Latin America’s 50 Best Restaurants 2025, e o topo do ranking da América Latina ficou com o restaurante colombiano El Chato, comandado pelo chef Álvaro Clavijo, de Bogotá. O resultado marca um feito para a gastronomia colombiana: esta é a primeira vez em 13 anos que um restaurante fora do habitual eixo Peru–Argentina assume a primeira colocação, uma vitória não apenas para El Chato, mas para toda a Colômbia. Seis restaurantes brasileiros conseguiram vaga entre os 50 melhores da América Latina em 2025. O maior destaque nacional foi o paulistano Tuju, que alcançou a 8ª posição, se tornando o restaurante brasileiro melhor colocado no ranking continental. As outras casas brasileiras presentes no top 50 são: Nelita (12º), Lasai (13º), Evvai (20º), A Casa do Porco (25º) e Oteque (38º).
O resultado é visto por especialistas como um reflexo da pluralidade e da evolução da cena gastronômica brasileira, com casas dedicadas à alta gastronomia, ingredientes locais, técnicas modernas e propostas autorais variadas. Além das casas, o Brasil brilhou também nas categorias individuais.
A chef Tássia Magalhães, à frente do Nelita, foi eleita a Melhor Chef Mulher da América Latina. Tássia, natural de Guaratinguetá (SP), comanda uma cozinha composta exclusivamente por mulheres e já era vista como talento promissor: ela constou na lista Forbes Brasil Under 30 anos antes da consagração.


Já a chef de confeitaria Bianca Mirabili, do Evvai, conquistou o prêmio de Melhor Chef Confeiteira da América Latina 2025, um reconhecimento da técnica apurada, criatividade e do papel da confeitaria sofisticada dentro da alta gastronomia do Brasil.
Para a mídia especializada, os prêmios conferem visibilidade não apenas à gastronomia brasileira como um todo, mas celebram avanços importantes em termos de diversidade, protagonismo feminino e inovação na culinária nacional.
O que significa para a gastronomia latino-americana
A vitória de El Chato representa um marco de descentralização na excelência gastronômica da América Latina, rompendo um ciclo dominado tradicionalmente por restaurantes de países como Peru e Argentina. Para o Brasil, a manutenção e a ascensão de múltiplos restaurantes no top 50 reforçam a força de sua cena culinária contemporânea: pluralidade de estilos, equilíbrio entre identidade local e técnica refinada, e chefs capazes de dialogar com tendências globais e com tradições regionais. Além disso, a consagração de Tássia Magalhães e Bianca Mirabili simboliza a crescente valorização do talento feminino e da confeitaria autoral, abrindo espaço para narrativas que vão além do tradicional, e tornando o país referência também em diversidade e renovação no segmento.



